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terça-feira, maio 24

Cuidado com a língua!

Estranho o aspecto de algo tão usado que de repente muda. Estranheza o que se sente ao não reconhecer o que nos sai da boca e o papel reflecte. Coisa que não pertence, cultura que não merece, povo que não sabe escrever o que diz. Assim está o mundo contra quem cá chegou há mais, parece castigo por termos aprendido a ser antigos. Quanto são dois milhões de escudos se a memória é curta? Resistir é, pois, fútil, resta saber até quando continuaremos agarrados ao que já foi, também ela, nova.

Somos os mesmos, enfim. Ninguém se perde quando todos nos entendemos, e assim a nossa língua permanecerá para sempre como será amanhã.


Falemos sim, e isso sim, em bom português!